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| Reprodução |
| INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL |
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 A inseminação artificial embora seja uma técnica simples, necessita de um criterioso e rigoroso controle em suas diferentes etapas, desde a seleção do reprodutor, passando pelo processamento, conservação, armazenamento do sêmen, escolha e treinamento do inseminador, correta observação de cio e inseminação no momento propício, até a seleção e manejo das fêmeas.
Entretanto, as vantagens de se utilizar a inseminação artificial são inúmeras:
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Os programas de melhoramento destinam seus melhores touros, 1 a 2% superiores, para a produção de sêmen. Portanto, a Inseminação Artificial, neste caso, significa uso de touros “top”;
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É principalmente através da Inseminação Artificial que se estabelece o laço genético necessário para a utilização das modernas metodologias de avaliação genética, as quais permitem fazer comparações entre animais de diferentes rebanhos e em diferentes anos;
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Garante maior segurança sobre a paternidade dos produtos;
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Seu uso faz com que o produtor crie ou aprimore seus controles, mesmo que não participe de um programa estruturado de melhoramento genético. Desta forma, fica mais fácil identificar possíveis problemas de manejo, nutricionais ou sanitários que possam comprometer a eficiência da reprodução;
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A partir da data da IA é possível calcular a data provável do parto da vaca e, assim, organizar os lotes de nascimento;
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Exige mão-de-obra qualificada o que resulta em melhor eficiência da pecuária como um todo;
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Maior controle de doenças sexualmente transmissíveis dentro do rebanho.
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| MANEJO DA ESTAÇÃO DE MONTA |
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O complexo fertilidade é o parâmetro que exerce maior influência sobre os lucros do criador. Além disso, determina qual o progresso genético possível de obter nas outras características, pois fornece qual a pressão de seleção que pode ser exercida sem alterar o tamanho do rebanho.
A fertilidade de um rebanho qualquer pode ser aumentada muito mais eficiente e rapidamente através da melhoria do ambiente do que através da seleção, logicamente não se esquecendo da importância intrínseca nesta última. E, portanto, cabe ao produtor lançar mão de algumas alternativas para melhorar o desempenho do seu rebanho. Uma delas é a Estação de Monta que, se bem inserida no cronograma da fazenda poderá melhorar em muito a produtividade. A estação de monta facilita o manejo, concentrando as atividades durante o ano desde o manejo reprodutivo até a terminação do animal, padronizando todos os trabalhos realizados em todos os retiros e otimizando a mão-de-obra.
A Agropecuária Jacarezinho adota um sistema pouco utilizado, porém, perfeitamente funcional para o seu esquema de manejo. São utilizadas duas Estações de Monta por ano. A primeira, a Estação de Monta de Verão, é mais usual e começa em meados de novembro e termina em meados de janeiro, totalizando 70 dias. Já a segunda, Estação de Outono, é utilizada como ferramenta de seleção para precocidade sexual, pois somente as fêmeas com 15 a 17 meses são expostas, e inicia-se em meados de fevereiro e termina em meados de abril, totalizando apenas 60 dias. |
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| Estação de Monta de Outono |
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Nessa etapa, fica inviável a utilização da I.A. visto que as novilhas com essa idade não possuem o cio facilmente detectável e sendo assim, a utilização do touro é a melhor forma de detectar o cio e aproveitar-se dele para realizar a cobertura.
Portanto, na Jacarezinho todas as novilhas, independente de peso, são expostas aos touros nesse período, entretanto, alguns cuidados precisam ser tomados na escolha destes reprodutores: |
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Os reprodutores devem passar por exames andrológico, brucelose e tuberculose antes do início da Estação;
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Devem preferir touros que possuem DEPs para peso ao nascer próximo da média ou ligeiramente a baixo da média. Isso evitaria possíveis complicações de parto nas novilhas.
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Dar preferência, também, a reprodutores com DEPs de perímetro escrotal acima da média, pois estaríamos potencializando a probabilidade da produção de animais sexualmente precoces nessa estação.
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Os reprodutores utilizados devem ser animais jovens, com até dois anos mais velhos que as novilhas. Esse cuidado evita que machos muito pesados e erados machuquem as novilhas na monta.
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Não devem colocar reprodutores de diferentes idades no mesmo lote, a fim de evitar brigas por dominância. Entretanto, mesmo animais da mesma idade podem apresentar esse problema.
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A relação touro/novilha deve ser baseada na formação do lote para Estação.
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Na Jacarezinho formamos diferentes tamanhos de lotes. Nos lotes de monta controlada, onde a paternidade é conhecida, utilizamos um touro para cada 50 a 60 novilhas. Quando o lote é maior, não há a possibilidade da utilização de apenas um touro e por isso, a relação de touro/novilha diminui para um touro para cada 30 novilhas, isso por causa de problemas com dominância entre os touros. Nesse caso, não há como conhecer a paternidade dos bezerros. São os lotes de reprodutores múltiplos. |
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Estação de monta de outono |
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Estação Monta |
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As novilhas que emprenham nessa estação (chamadas de P1) parem em meados de novembro a janeiro e desmamam seus bezerros em meados de agosto a outubro. Entram na próxima Estação de Verão, sem bezerros ao pé (solteiras) e esse “descanso” faz com que tenham uma taxa de reconcepção de 92 a 96%. As novilhas filhas das P1 (chamadas de P2) são servidas no verão, parem e enfrentam a estação de monta seguinte, também de verão (70 dias) com a cria ao pé, obtendo-se 79% a 85 % de prenhez.
As vantagens dessa Estação de Monta de Outono são inúmeras e podemos citar: melhoria na utilização dos touros da fazenda; redução na idade média do rebanho; aumento nos ganhos genéticos, pois se produzem mais gerações em menos tempo e ainda torna-se possível identificar e selecionar quanto antes às fêmeas mais precoces do rebanho; os índices de fertilidade das primíparas aumentam substancialmente; há aumento da vida produtiva da vaca e da taxa de desfrute do rebanho e uma redução de custos e da área de recria de fêmeas.
Já as novilhas que não emprenharem aos 15 -17 meses na Estação de Monta de Outono, terão uma segunda chance de emprenhar aos 24 – 25 meses na Estação de Monta de Verão e partir daí só participarão das Estações subseqüentes de Verão. |
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| Estação de Monta de Verão |
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Estação de monta de verão |
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Na Estação de Monta de Verão compreende, então, as novilhas que não conceberam na Estação de Outono e as vacas paridas.
A Estação não tem início fixo para iniciar, mas nunca ultrapassa dia 20 de novembro de cada ano. Entre 15 e 20 dias antes da data habitual do início da estação de monta os peões reúnem cada lote de vacas para fazer a observação de cio de manhã e à tarde (durante 50 minutos cada). O momento ideal para iniciar o serviço é quando os cios atingem no mínimo 2,5% do lote; é o que se chama de termômetro biológico.
A partir daí, as vacas são inseminadas ou expostas aos touros por 70 dias. Para as novilhas, o serviço tem duração de 60 dias. Dessa forma, aumenta-se a pressão de seleção no início da vida reprodutiva e evita-se partos tardios, o que favorece o retorno ao cio das primíparas. A utilização de uma estação de monta curta possibilita estabelecer uma padronização nos nascimentos e evita que o período de anestro pós-parto avance sobre a estação de monta seguinte, além de permitir que os bezerros sejam desmamados com maior peso.
As vacas que parem até meados de outubro são todas voltadas para o manejo de inseminação. Os lotes são de no máximo 200 vacas com bezerros e cada peão tem a função da observação de cio de um desses lotes. No caso de lote de novilhas, a proporção é praticamente a mesma, ou seja, um funcionário para cada 200 animais em inseminação. Utilizamos 3% de rufiões com buçal marcador para auxilio na observação dos cios. |
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Os animais são reunidos próximos a uma porteira e observa-se a incidência de cios duas vezes ao dia, pela manhã e pela tarde, e tem duração de pelo menos uma hora de observação, sem contar o tempo gasto para reunir os animais. A detecção do estro ou cio é um dos pontos mais importantes para se obter bons índices reprodutivos. Os sinais de cio são claros e incluem inquietação do animal, monta nas companheiras, micção freqüente, vulva edemaciada, presença de muco vaginal de cor clara, transparente e viscoso, além do mais característico que é o fato das fêmeas aceitarem a monta.
Apenas as vacas que apresentaram cio são apartadas e levadas para o curral. Para facilitar esse trabalho, são apartados, também, alguns rufiões que servem de sinuelo. Bezerros não acompanham as vacas ao curral, a fim de minimizar o estresse. |
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As inseminações ocorrem apenas uma vez ao dia, no período da manhã. As vacas que apresentaram cio no período da tarde são as primeiras a serem inseminadas na manhã seguinte e as que apresentam cio nessa mesma manhã são inseminadas logo em seguida. A inseminação uma vez ao dia não teve diferença significativa à realizada duas vezes ao dia e ainda otimiza o trabalho da inseminação, dá melhores condições de trabalho aos funcionários e diminui gastos da fazenda com horas-extras.
Já as vacas que pariram no final da estação de parição, ou seja, de meados de outubro a início de novembro, são expostas a touros, pois possuem um período pós-parto pequeno o que inviabilizaria o manejo da inseminação, principalmente por termos que disponibilizar mais pessoas para observação de cio destes lotes.
O diagnóstico da gestação e realizado após 60 dias do termino na estação de monta. Este diagnóstico, e realizado através do exame ginecológico interno (toque ou apalpação) nas fêmeas. O diagnostico de gestação é de grande importância para a melhoria da eficiência reprodutiva do rebanho, devido à identificação precoce das matrizes que não estão prenhes no rebanho.
A obrigação da vaca é produzir um bezerro bom todo ano e, portanto, todas as fêmeas vazias após a estação de monta são descartadas. Isso é o que a Agropecuária Jacarezinho cobra de cada vaca pelos “serviços de hotelaria”. |
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